Estava para criar uma rubrica neste oceano, que tem a ver com o CD que coloco semanalmente a tocar no carro (deixei de ouvir rádio nele), mas resolvi não o fazer, pois acabaria por ser uma obrigação ter que todas as semanas vir aqui e escrever algo. Por vezes não há mesmo nada a escrever e de rotinas já ando cheio.
No passado domingo resolvi ir à procura do álbum de estreia dos Yeah Yeah Yeahs para ouvir durante a semana, e lembrei-me quando meu tatuador na 1ª sessão perguntou-me que tipo de música eu gostava e eu disse-lhe que gostava dum pouco de tudo, menos de Heavy Metal…ele riu-se e disse-me que eu por causa da imagem dele deduzi logo que seria esse o tipo de música que ele iria colocar e resolveu colocar os ACDC, que na minha opinião não é bem heavy metal mas não sou um expert de músicas.
Os Yeah Yeah Yeahs têm um som muito eletrizante, e com guitarradas acompanhadas da voz estridente da Karen O digamos que não é o ideal para começar a semana, e muito menos ao volante de um automóvel. À medida que os dias da semana foram passando, o álbum ganhou outro ritmo, como se atmosfera dentro do carro me desse algo que não conseguia fora dele. Ora tamborilava os dedos no volante, ora acompanhava a Karen O nos seus grunhidos (e ninguém me estava a ouvir!).
Há a expressão “diz-me com quem andas e eu digo-te quem tu és” e pegando nela e fazendo um makeover linguístico (gosto de inventar termos…) temos “Diz-me o que ouves e eu digo-te quem tu és” até porque as nossas escolhas musicais dizem muito de nós, e se os Yeah Yeah Yeahs nada tem a ver com o que eu geralmente ouço, eu gosto muito, é como estar a dar liberdade ao meu lado rebelde, aquele que faz de mim ser do contra, que gosta do que é alternativo (mas não se vê em termos práticos) e tem todo o gosto em admirar o que vai além do que é considerado normal. Gosto do que é abstracto mas também me identifico com o que é chocante. Acontece que ninguém vê isso em mim. Há dias em que me sinto preso, como um rato numa ratoeira constantemente a tentar sair dela…e há sons que ajudam!
Se “Diz-me o que ouves e eu digo-te quem tu és” rotula uma pessoa, então não tenho um. E quando dizem que as aparências iludem, é porque iludem mesmo. Acredito que o nosso reflexo no espelho não é bem o que os outros veem quando olham para nós.


Música é algo envolvente!
ResponderEliminarRo Fers é mesmo verdade, a música envolve-nos de inúmeras maneiras :D
EliminarEu ouço um pouco de tudo. Basta que a música que escuto me diga algo, me toque de alguma forma, seja para me arrebitar ou ainda para embalar as minhas emoções.
ResponderEliminarÉ mesmo isso Mark, até nas musicas não vejo rótulos, e se o que ouvimos nos diz alguma coisa, não há rótulo para elas, há estilos musicais, mas fazemos deles algo nosso.
EliminarEssa cena da música sempre me deixou discriminado. Ou seja, quando era adolescente todos tinham grupos/bandas favoritas, músicas dos TOP's e coisas mais eruditas. Nunca tive nada disso. Gosto de tudo e conheço imensa música, desde o pimba, à clássica, à pop, jazz, bossa nova e por adiante. Sou capaz de ouvir de tudo e a música sempre depende do meu estado de música. Passei recentemente da electrónica para a bossa nova. São fases.
ResponderEliminarNamorado eu entendo que dizes, e todos nós temos fases, por exemplo o kizomba não tem nada a ver comigo, não faz o meu estilo (também não tenho um lol) mas se nos sabe bem, ouve-se mas há musicas que nos marcam, que congelam certos momentos na nossa vida. Musica por vezes conseguem ser a banda sonora para muita coisa.
EliminarSou louco por música e adoro o "Runaway" dos Yeah Yeah Yeahs, quem sou eu ? =P
ResponderEliminar:D Já há algum tempo que não ouvia essa dos Yeah Yeah Yeah, não sei bem porque adoras essas música, talvez por causa da letra?! Quem és tu? Não sei, mas já sei algumas coisas :-p
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