O tema da adoção por pessoas do mesmo sexo veio novamente à
baila, com um desfecho previsível, até porque cada vez mais penso que há temas
que são como uma espécie de murro no estômago, quem dá não se magoa, mas quem o
sente, sabe o quanto dói.
Eu já algum tempo que tenho uma opinião formada. Vejo o amor
como os anjos, não têm sexo. O ser humano não deveria de catalogar qualquer
tipo de sentimento, não deveria de condenar o amor que A, B ou C sente por D, E
ou F. Nós como pessoas deveríamos de ver o próximo não como alguém que se
define pelos órgãos sexuais. Tudo seria muito mais fácil, e as descriminações
certamente seriam limpas e não varridas para um tapete sociologicamente mal
construído. Mas é o que temos, um tapete deformado.
Acho que uma criança precisa de amor, de afeto, de atenção,
de ter alguém que lhes guie no seu crescimento, que lhe ajude a edificar uma
personalidade sem o risco de ser influenciada nem que no futuro o seu ego seja
tão frágil que ao mais leve toque o mundo delas pareça que está prestes a ruir.
Uma criança não irá ver em 2 homens ou em 2 mulheres, dois
pais ou duas mães, até porque sou da opinião que um pai e uma mãe não se
“apresentam” aos filhos como alguém que tem um pénis e uma vagina, mas sim
alguém que é mais carinhoso e outro que é autoritário. As crianças
não veem o sexo, como nós adultos vimos uns nos outros, pois não sabem o que é. Ser pai e ser mãe é apenas uma forma de
transmissão de algo aos filhos. Se eu estiver errado, mais estarão, e a minha
opinião vale o que vale.
Uma coisa é certa, supondo que no futuro os casais gays
poderiam adotar crianças a nossa sociedade seria abalada, tipo chocalho, e
infelizmente quem mais iria sofrer seriam as crianças e quem as adotasse, pois
o que mais há na nossa sociedade são pessoas com línguas venenosas e não se iriam dar ao trabalho de se colocar na pele de
quem sente ser descriminado e que vive no palco das más-línguas.
Um passo tem que ser dado de qualquer forma. E não querendo ser pessimista não será agora, infelizmente.

Clap clap clap. Muito bem! É isso mesmo! Gostei muito do texto. Parabéns!
ResponderEliminar:-) É raro deixar aqui a minha opinião em muita coisa, mas achei por bem incluir esta tema que tem longas barbas sem razão de ser.
EliminarHipócritas. Todos sabemos que há gays a adoptar. Só não podem dizer que há um casal por trás.
ResponderEliminarLeonel isso já não sei mas o que não falta e hipocrisia mascarada de muita coisa.
EliminarÉ daqueles temas que têm panos para mangas e que irão sempre gerar conflitos e divergências porque há pessoas que são como os cavalos...só olham em frente e não tiram algum tempo para analisar outras perspectivas. Obviamente que é triste saber-se que existem crianças muito mal tratadas e sem uma família ou um lar quando podiam estar a viver com melhores condições e a receber algum amor que é o que se espera quando têm uma família. Têm medo de que as crianças a longo prazo "desenvolvam" características gays.
ResponderEliminarPois é fragmentos, é que há pessoas limitadas, que se agarram a valores já caducos, e não pensam o que é dar amor a uma criança. É triste mas é a nossa realidade.
EliminarJá não faltará muito para que essa justa medida seja aprovada no nosso país.
ResponderEliminarLogo que comece a nova legislatura, uffff...
Olha que não sei, à partida tudo indica que sim mas é um tema que já deveria estar resolvido.
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