quarta-feira, janeiro 21, 2015

Adoção Gay



 

O tema da adoção por pessoas do mesmo sexo veio novamente à baila, com um desfecho previsível, até porque cada vez mais penso que há temas que são como uma espécie de murro no estômago, quem dá não se magoa, mas quem o sente, sabe o quanto dói.

Eu já algum tempo que tenho uma opinião formada. Vejo o amor como os anjos, não têm sexo. O ser humano não deveria de catalogar qualquer tipo de sentimento, não deveria de condenar o amor que A, B ou C sente por D, E ou F. Nós como pessoas deveríamos de ver o próximo não como alguém que se define pelos órgãos sexuais. Tudo seria muito mais fácil, e as descriminações certamente seriam limpas e não varridas para um tapete sociologicamente mal construído. Mas é o que temos, um tapete deformado.

Acho que uma criança precisa de amor, de afeto, de atenção, de ter alguém que lhes guie no seu crescimento, que lhe ajude a edificar uma personalidade sem o risco de ser influenciada nem que no futuro o seu ego seja tão frágil que ao mais leve toque o mundo delas pareça que está prestes a ruir. 

Uma criança não irá ver em 2 homens ou em 2 mulheres, dois pais ou duas mães, até porque sou da opinião que um pai e uma mãe não se “apresentam” aos filhos como alguém que tem um pénis e uma vagina, mas sim alguém que é mais carinhoso e outro que é autoritário. As crianças não veem o sexo, como nós adultos vimos uns nos outros, pois não sabem o que é.  Ser pai e ser mãe é apenas uma forma de transmissão de algo aos filhos. Se eu estiver errado, mais estarão, e a minha opinião vale o que vale.

Uma coisa é certa, supondo que no futuro os casais gays poderiam adotar crianças a nossa sociedade seria abalada, tipo chocalho, e infelizmente quem mais iria sofrer seriam as crianças e quem as adotasse, pois o que mais há na nossa sociedade são pessoas com línguas venenosas e não se iriam dar ao trabalho de se colocar na pele de quem sente ser descriminado e que vive no palco das más-línguas. 

Um passo tem que ser dado de qualquer forma. E não querendo ser pessimista não será agora, infelizmente.

8 comentários:

  1. Clap clap clap. Muito bem! É isso mesmo! Gostei muito do texto. Parabéns!

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    1. :-) É raro deixar aqui a minha opinião em muita coisa, mas achei por bem incluir esta tema que tem longas barbas sem razão de ser.

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  2. Hipócritas. Todos sabemos que há gays a adoptar. Só não podem dizer que há um casal por trás.

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    1. Leonel isso já não sei mas o que não falta e hipocrisia mascarada de muita coisa.

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  3. É daqueles temas que têm panos para mangas e que irão sempre gerar conflitos e divergências porque há pessoas que são como os cavalos...só olham em frente e não tiram algum tempo para analisar outras perspectivas. Obviamente que é triste saber-se que existem crianças muito mal tratadas e sem uma família ou um lar quando podiam estar a viver com melhores condições e a receber algum amor que é o que se espera quando têm uma família. Têm medo de que as crianças a longo prazo "desenvolvam" características gays.

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    1. Pois é fragmentos, é que há pessoas limitadas, que se agarram a valores já caducos, e não pensam o que é dar amor a uma criança. É triste mas é a nossa realidade.

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  4. Já não faltará muito para que essa justa medida seja aprovada no nosso país.
    Logo que comece a nova legislatura, uffff...

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    1. Olha que não sei, à partida tudo indica que sim mas é um tema que já deveria estar resolvido.

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